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sábado, 21 de janeiro de 2017

Switch Up! e o regresso à blogosfera?


Olá, desculpem a ausência, mas estive... ocupado.

Vá, não estive tão ocupado, mas padeci de um surto de preguiça e de falta de vontade em abrir o Blogger. Não quis deixar o nome Per Nebulae perdido por aí e até tentei o WordPress, mas não me dei com aquilo e voltei para casa. Portanto, vamos tentar novamente e mudar algumas coisas.

Pensei escrever em inglês na ideia de atrair mais leitores, mas praquê, o que preciso é de menos desculpas para escrever e deixar-me de parvoíces. Não vou obrigar-me a publicações regulares, vai ser quando me der na real gana ou surgir algum tema realmente interessante como o de hoje! Ou desta semana que já estive a escrever mentalmente.

Acho apropriado que a minha primeira entrada em anos seja sobre algo que me esteja a entusiasmar sobremaneira. Queria uma desculpa para usar esta expressão e até fui ao Priberam para ver se estava certa. Primeiro objectivo cumprido!

Vamos falar sobre a Nintendo Switch depois de verem o primeiro anúncio em baixo.


É partes tolo, outras partes fantástico e algumas wtf. A minha reacção durante os meses seguintes foi de descrença e de desilusão. A consola parece uma torradeira, tem um nome tosco e carinhosamente apelidado de Trocas, corre jogos do século anterior e quem raio vai passear um cão com uma consola? Infelizmente este anúncio focou-se apenas no espectáculo e em zero detalhes como especificações, duração da bateria, mais jogos, datas, etc. Só em Janeiro iríamos saber mais. Que longos meses de tortura, expectativas, teorias e muito sal. Durante a espera fui um crítico duro e descrente.

Até esta apresentação.

 

Não espero que a vejam toda, até podem saltar pelos destaques, mas foi uma boa apresentação pontuada com momentos constrangedores.
E foi aqui que me apaixonei pela consola. Claro que os trailers dos jogos anunciados ajudaram à festa, olá, Breath of the Wild (e Xenoblade 2, e Octopath e I am Setsuna, e Dragon Quest e Fire Emblem).
Fiquei a saber mais coisas, mas não o suficiente. Como fã inveterado da grande N, derreto-me de amores pelos jogos, mas consigo ser o pior crítico no que toca às consolas, principalmente as caseiras. A Nintendo passou minutos em bla bla de gimmicks, jogos onde mugimos vacas e adivinhamos quantas bolas temos na mão - sim, podem começar as piadas. E em vez de incluir o jogo na consola como amostra das suas capacidades técnicas (uhh Rumble HD), ousa cobrar quase o mesmo que um jogo com conteúdo a sério. Depois tem outro IP chamado ARMS onde temos de usar os braços (get it?) para lutar e disparar (double pun!). Ambos parecem ser engraçados nas primeiras horas de bebedeira, mas acabarão por encher as prateleiras dessas Cash Converters por aí. Depois temos um Skyrim que até já corre na Bimby, mas até percebo a estratégia aqui: se o jogo se safar, é bem provável que haja mais jogos da Bethesda e isso é sempre bom (?)
A Trocas provavelmente vai ter ports e remasters da geração anterior, mas isso nem me incomoda, até me alicia mais um poucochito pelo facto de poder jogar em qualquer lado.

Mas a consola é tecnicamente inferior!, chora meio mundo que se diz entendido. E é verdade, a Switch como consola caseira saída em 2017 é bastante inferior às concorrentes da Sony e Microsoft, ainda por cima mais cara. Como consola portátil é a coisinha mais poderosa e fantástica que já vimos por aí. E é aí que se dá o click. Para mim, a Switch não é uma consola caseira com part time de portátil, é uma consola portátil a fazer biscates de caseira. E isso são vitórias no meu livro de gamer. Jogar Zelda em casa e a seguir apanhar o Expresso para a terrinha sem interromper o jogo é algo que me deixa excitado e a gaguejar de nervosismo miúdo como se tivesse perante a minha paixão de secundário. Conseguem imaginar as imensas possibilidades? Admito que as consolas caseiras da Nintendo não me conquistaram muito, mas ninguém me tira a minha Nintendo DS e 3DS. São as melhores coisas a agraciar os meus bolsos e mochilas, com jogos que vão desde o visual novel mais simples ao RPG mais épico. E esta pequena tábua táctil é uma caixinha de RPG em antecipação. Eu não gosto da Wii U, mas gostei da ideia do GamePad! Gostei de poder dividir a sala enquanto a outra pessoa jogava numa consola diferente ou vegetava no Netflix. Joguei muito lá e joguei bem. A bateria do comando descarregava até desligada e lembrei-me da GameGear, mas podíamos jogar fora da sala, se bem que na minha casa o alcance perdia-se no corredor e lá estava frio. Era o início de uma linda liberdade que será agora expandida desde que tenham um Power Bank.
Os novos comandos, os Joy-Con (não gosto do nome), que se dividem como um chocolate Twix para serem partilhados, são tão delicioso como esta metáfora. A aposta no co-op local em qualquer lado é sucesso garantido! Também haverá espaço para os comandos mais convencionais e para as mãos grandes.

Claro que não iremos jogar um Final Fantasy XV, Call of Duty, Battlefield ou o novo jogo da moda. Muito provavelmente o apoio de Third Parties irá morrer na praia como nas gerações passadas, mas isso interessa muito? Um pouco, mas nada que tire o sono a quem quer comprar a consola por um Zelda ou aqueles joguitos tão próprios da Nintendo. Se tiverem esta consola e um bom computador, acho que nem sentirão falta do resto. Ou outra consola da vossa preferência.

Ainda tenho um travo a ácido na minha boca por não terem falado de algumas coisas como a UI, a plataforma online que poderá ser paga, o que vai acontecer aos meus jogos digitais, etc. Não sou propriamente fã da informação a conta gotas ou talvez estejam a preparar os jogadores para uma desilusão. Se tal acontecer, a culpa não será minha. Mas minha será a consola no primeiro mês e porquê?

Por isto:




Eu sei, comprar a consola por um jogo é uma decisão arriscada, mas estou confiante que o ano que começou vai ser um bom no que toca a lançamentos - embora espaçados - e que serão compras certas. Ah, e agora até estou a namorar o Disgaea 5.

Mas o que é que a Nintendo está a pensar ao lançar uma consola destas tão tarde, tão cara e tão fraca? A Nintendo, apesar de meter as patas na poça mais vezes do que eu queria, está confiante das suas decisões e a primeira é nem entrar em concursos de medição de membros. A Nintendo faz as coisas à sua maneira. Outras consolas lutam pelo melhor tudo: gráficos, som, processamento, exclusivos, etc e a N é aquele puto gordo que aparece e faz uma bomba na piscina para lixar os que estão a ler nas espreguiçadeiras. O futuro não passa por melhorar os gráficos a cada nova geração, mas inovar na forma de interagir com o jogo e, embora o VR esteja a limpar os pés para entrar em casa, ainda não acertou na porta certa e quando abrimos, o mais normal é ficarmos enjoados com a companhia. Se o futuro está já com a Nintendo? Não, mas é um passo na direcção certa. Se eu gostava que fosse mais poderosa? Gostava. Se gostava que tivesse uma boa plataforma online como as outras consolas? Epá, sim. E mais barata? Quem nunca.
Esta consola não irá falhar, embora seja profetizado desde há séculos. A Nintendo está para sempre condenada a perder, mas no entanto é a Nintendo que detém mais lucros na indústria. No entanto, a Nintendo é copiada forte e feio porque a inveja é uma coisa tramada. No entanto, a Nintendo consegue manter exclusivos com qualidade acima da média e não os cancela, pelo contrário, paga para existirem ali. As outras consolas não se decidem no que querem ser, mas a Nintendo já fez questão de afirmar que a sua máquina é uma consola de jogos e todos os fillers das outras não são prioridades. Chateia? Ná.

Tudo dito, resta pedir desculpas pelo meu amuo e descrença. Ver gigantes onde só há moinhos é tramado e eu tinha colossos na minha cabeça. Ideias loucas de usar a minha 3DS em sintonia com a nova consola; jogos de todas as gerações num serviço digital; uma consola com poder semelhante a uma PS4/XBONE. Até tinha o design na minha cabeça e no final tivemos uma torradeira, mas no final do dia, torradinhas com manteiga sabem sempre bem. E quem sabe o que o futuro nos espera? Até agora está bastante risonho.

Acho que não me esqueci de nada. Obrigado pelo vosso tempo e até lá...

Yoshiaki Koizumi, um homem com pinta




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