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terça-feira, 4 de abril de 2017

Calma, jogador #1

Há uns tempos olhei para a minha prateleira de jogos (mais PS3) e constatei que tinha demasiada palha. Palha que ganhava pó porque comprei por impulso, porque tinha curiosidade, porque estava em promo ou porque aquela loja de usados tinha e não sabia o dia de amanhã. Entretanto, passaram-se muitos amanhãs e os jogos lá ficaram.

Até que faltou um mês para sair a Switch, em 2017, e decidi não começar nada grande, mas despachar o meu backlog de jogos. Escolhi assim uns que me pareceram curtos. O processo era: se gostasse do jogo, voltava para a colecção; se não gostasse, dava ou vendia.

Jogar assim, com esta mentalidade e sem pressões sociais de jogar tudo no dia de lançamento, permite-me ter outro tipo de atenção. Não estou a jogar com elevados níveis de hype na veia, mas descontraído. Digo que foi o melhor que fiz. De uma leva de quase dez jogos, só fiquei com um - mas ainda não acabei o monte! Ah, também tenho lá RPGs e outros jogos que não irei jogar. Os RPGS sei que os vou jogar com tempo, portanto ficam lá e nunca vendo. Depois há jogos que só existem para completar uma colecção e provavelmente nem irei tocar neles - Olá, Final Fantasy XIII-2 e LR.

Remember Me, Prince of Persia, Lair, Heavenly Sword. Force Unleashed. Jogos que para ali tinha porque ouvi dizer que eram bons ou jogos de início de consola que até influenciaram outros. Bora lá, então.

Spoiler: só fiquei com o Remember Me. Os restantes acabaram por ser uma experiência dolorosa e de esforço. Poucos nem me dei ao trabalho de acabar. Ah, mas fica melhor! Azar.

[Estou a escrever isto e acabei de comprar o Valkyrie Profile 2: Silmeria, da PS2, mas já falámos dos RPG, especialmente do tipo J que são o meu calcanhar de aquiles.]

Não podia ter começado melhor, Remember Me vem da equipa que me fez chorar com o Life is Strange. O jogo não é mau, mas também não é muito bom. Os visuais neo-parisienses estavam brutais na minha TV. Os detalhes, as luzes, as personagens bonitas e os monstros feios seduziram-me logo. A temática de brincar com as memórias das personagens foi bastante prometida no marketing deste jogo, mas aparece poucas vezes durante as quinze e poucas horas de jogo. E não é assim tão livre como pensava. É um conceito bastante interessante que adorava ver desenvolvido numa sequela.

O combate é francamente mau. Uma mistura de Batman, Assassin e God of War. Podia ter escolhido um e ficado por aí. Não é bastante intuitivo, é mais um jogo de paciência - muita.

No final, gostei da história, dos cenários, da banda sonora (uau), das personagens e do conceito. Não há muitas novidades por aqui, mas foi o suficiente para querer apoiar mais a Dontnod. Estou ansioso pelo Vampyr.



Prince of Persia. Não aquela trilogia por que todos se babam, mas aquele de 2008, com o Nolan North a fazer de Nathan Drake.
Não mantive este jogo, mas é estranho. Eu gostei dele, mas não o suficiente para ter boas memórias. O estilo gráfico aguarela era lindo. A mecânica de plataforma estava no ponto e o combate era catita, diferente e apelativo. A história era tola e acabou num vazio, para ser continuada num DLC.
O jogo é tão aborrecido. Céus. Podia ter sido curto e bom, mas quis ser longo, repetitivo e um enche-saco. Não sou brasileiro, mas esta expressão adequa-se.

Para avançarmos no jogo temos de apanhar esferas de luz. E isto é obrigatório. Não se trata de um objectivo secundário para ter uns bónus disto ou daquilo. Temos mesmo de andar pelo mapa inteiro a apanhar as esferas para desbloquear o próximo cenário. Pensem nas penas dos Assassin. Houve vezes que quis desistir porque não estava a jogar, estava a trabalhar. No entanto, porque até gostava de fazer de macaco, continuei com a minha companheira que não nos deixa morrer. Nunca. O jogo é tão seguro, tão medricas que não nos deixa fazer nada. E não nos larga da mão. Não gostei. Ainda bem que vai sair da estante para um sítio melhor.



Seguiram-se o Heavenly Sword e Lair. Depois o Force Unleashed.
São dois de lançamento da PS3 e um extra. Com isto em conta, joguei-os de mente aberta e com muita calma.

Heavenly Sword prometia uma boa história. Começar pelo fim é uma boa maneira de nos prender, principalmente se a heroína morre logo. Eu sei, mas não é spoiler se acontece no minuto um do jogo. Para algo centrado no combate, este é francamente mau quando já tivemos melhor na era-PS2. É rígido, tosco e estamos a levar na boca mais vezes do que gostaríamos. É uma questão de prática e de memorização de quais os melhores combos para aquele inimigo e a melhor defesa para um dado ataque. E quando começamos a ganhar calo, o jogo atira-nos para uma espécie de tortura que nos testa a paciência e o auto-controlo para não atirarmos o comando contra a janela: as secções de tiro da irmã da personagem. O bom é que podemos perder para avançarmos. Foi o que fiz, deixei o comando no sofá, espetei um garfo na perna e esperei que acabasse. Os controlos de movimento são atrozes e frustrantes. Desisti a meio do jogo que até é curtinho. A história não estava a pegar e aquela animação de que tanto se gabaram é estranha e roça o embaraçoso. Os diálogos do Andy Serkis são... tolos e só consigo ouvir o Gollum. A versão portuguesa ainda tem o Ricardo Carriço (ou parece). Prefiro o Enslaved que lançaram a seguir.



Lair. Lair! Eu queria tanto adorar este jogo. Montar dragões, lutar em cima deles, participar em batalhas épicas de grande escala. Oh. Até falava dele a pessoas que nem tinham o jogo - ou a consola. E depois fui jogá-lo.
Mal distinguia as coisas no ecrã. A palete de cores oscilava entre o castanho escuro e o castanho claro. Cenário, amigos, inimigos, menus, tudo. Não sabia o que era o quê.
Depois forçavam os controlos pela garganta abaixo. Com um patch lançado após esta ideia de génio, podíamos alternar para controlos de gente normal. Mas... ainda eram necessários! E se há coisa que adoro é abanar o comando como uma lata de Sprite para poder fazer coisas básicas.
Os dragões com cara de macaco eram a melhor coisa do jogo.
A frustração era tanta que juntei-o ao Heavenly Sword e meti o Star Wars Force Unleashed. Que desperdício de oportunidade! Tanta ideia perdida.



Quando damos por nós a correr para o final do nível e a ignorar tudo o resto é sinal de que algo se passa. Eu não queria saber de amigos, inimigo, segredos, nada. Só queria acabar o nível. Não me estava a divertir e queria que aquilo acabasse.
A promessa de que podíamos abusar da Força mal se fazia sentir, dava para atirar uns soldado pelo ar, agarravam-se, gritavam e pouco mais. Force Lightning era divertido qb, mas gostava de ter mais poderes, mas aquela UI de progressão era estranha e acabei por nem fazer nada.
Os níveis eram um caos, éramos nós contra tudo e todos: não interessava o lado, era tudo à frente, mas um tudo à frente que era mais todos contra nós. De repente a galáxia era toda amiga.

Adorei os Jedi Academy, os KOTOR, portanto a antiguidade dos jogos não me deixa de pé atrás. Até joguei o Dark Forces, mas enjoei. Mesmo fisicamente! Há algo no grafismo de então que me deixa fisicamente enjoado (também acontece com o Half Life...).

Force Unleashed tinha uns DLC brutais com acontecimentos "Se", onde lutamos contra o Luke, Obi Wan, Solo, etc e queria tanto cruzar-me com eles, mas o jogo não é divertido. Ponto. E se estou a jogar por obrigação, mais vale arranjar um segundo emprego que me pague.



Neste momento estou no Castlevania: Lord of Shadow e... estou a gostar! Encosta-se um pouco às costas do God of War, afasta-se das mecânicas 2D, mas eu estou a gostar de testar a minha perícia (que é má). Este eu vou levar até ao fim, mas entendo os puristas.

Depois falo deste, do Dante's Inferno, do Max Payne 3 e do Sleeping Dogs quando os acabar.

[Deixei o artigo a marinar e, entretanto, acabei o Castlevania e Dante's Inferno. Mais em breve...]

Mas não estás a jogar o Breath of the Wild, rapaz? Sim!, e o Suikoden também. Enquanto há vida há tempo.

[Eh, e não é que acabei os dois? Agora estou no Suikoden 2!]








sábado, 21 de janeiro de 2017

Switch Up! e o regresso à blogosfera?


Olá, desculpem a ausência, mas estive... ocupado.

Vá, não estive tão ocupado, mas padeci de um surto de preguiça e de falta de vontade em abrir o Blogger. Não quis deixar o nome Per Nebulae perdido por aí e até tentei o WordPress, mas não me dei com aquilo e voltei para casa. Portanto, vamos tentar novamente e mudar algumas coisas.

Pensei escrever em inglês na ideia de atrair mais leitores, mas praquê, o que preciso é de menos desculpas para escrever e deixar-me de parvoíces. Não vou obrigar-me a publicações regulares, vai ser quando me der na real gana ou surgir algum tema realmente interessante como o de hoje! Ou desta semana que já estive a escrever mentalmente.

Acho apropriado que a minha primeira entrada em anos seja sobre algo que me esteja a entusiasmar sobremaneira. Queria uma desculpa para usar esta expressão e até fui ao Priberam para ver se estava certa. Primeiro objectivo cumprido!

Vamos falar sobre a Nintendo Switch depois de verem o primeiro anúncio em baixo.


É partes tolo, outras partes fantástico e algumas wtf. A minha reacção durante os meses seguintes foi de descrença e de desilusão. A consola parece uma torradeira, tem um nome tosco e carinhosamente apelidado de Trocas, corre jogos do século anterior e quem raio vai passear um cão com uma consola? Infelizmente este anúncio focou-se apenas no espectáculo e em zero detalhes como especificações, duração da bateria, mais jogos, datas, etc. Só em Janeiro iríamos saber mais. Que longos meses de tortura, expectativas, teorias e muito sal. Durante a espera fui um crítico duro e descrente.

Até esta apresentação.

 

Não espero que a vejam toda, até podem saltar pelos destaques, mas foi uma boa apresentação pontuada com momentos constrangedores.
E foi aqui que me apaixonei pela consola. Claro que os trailers dos jogos anunciados ajudaram à festa, olá, Breath of the Wild (e Xenoblade 2, e Octopath e I am Setsuna, e Dragon Quest e Fire Emblem).
Fiquei a saber mais coisas, mas não o suficiente. Como fã inveterado da grande N, derreto-me de amores pelos jogos, mas consigo ser o pior crítico no que toca às consolas, principalmente as caseiras. A Nintendo passou minutos em bla bla de gimmicks, jogos onde mugimos vacas e adivinhamos quantas bolas temos na mão - sim, podem começar as piadas. E em vez de incluir o jogo na consola como amostra das suas capacidades técnicas (uhh Rumble HD), ousa cobrar quase o mesmo que um jogo com conteúdo a sério. Depois tem outro IP chamado ARMS onde temos de usar os braços (get it?) para lutar e disparar (double pun!). Ambos parecem ser engraçados nas primeiras horas de bebedeira, mas acabarão por encher as prateleiras dessas Cash Converters por aí. Depois temos um Skyrim que até já corre na Bimby, mas até percebo a estratégia aqui: se o jogo se safar, é bem provável que haja mais jogos da Bethesda e isso é sempre bom (?)
A Trocas provavelmente vai ter ports e remasters da geração anterior, mas isso nem me incomoda, até me alicia mais um poucochito pelo facto de poder jogar em qualquer lado.

Mas a consola é tecnicamente inferior!, chora meio mundo que se diz entendido. E é verdade, a Switch como consola caseira saída em 2017 é bastante inferior às concorrentes da Sony e Microsoft, ainda por cima mais cara. Como consola portátil é a coisinha mais poderosa e fantástica que já vimos por aí. E é aí que se dá o click. Para mim, a Switch não é uma consola caseira com part time de portátil, é uma consola portátil a fazer biscates de caseira. E isso são vitórias no meu livro de gamer. Jogar Zelda em casa e a seguir apanhar o Expresso para a terrinha sem interromper o jogo é algo que me deixa excitado e a gaguejar de nervosismo miúdo como se tivesse perante a minha paixão de secundário. Conseguem imaginar as imensas possibilidades? Admito que as consolas caseiras da Nintendo não me conquistaram muito, mas ninguém me tira a minha Nintendo DS e 3DS. São as melhores coisas a agraciar os meus bolsos e mochilas, com jogos que vão desde o visual novel mais simples ao RPG mais épico. E esta pequena tábua táctil é uma caixinha de RPG em antecipação. Eu não gosto da Wii U, mas gostei da ideia do GamePad! Gostei de poder dividir a sala enquanto a outra pessoa jogava numa consola diferente ou vegetava no Netflix. Joguei muito lá e joguei bem. A bateria do comando descarregava até desligada e lembrei-me da GameGear, mas podíamos jogar fora da sala, se bem que na minha casa o alcance perdia-se no corredor e lá estava frio. Era o início de uma linda liberdade que será agora expandida desde que tenham um Power Bank.
Os novos comandos, os Joy-Con (não gosto do nome), que se dividem como um chocolate Twix para serem partilhados, são tão delicioso como esta metáfora. A aposta no co-op local em qualquer lado é sucesso garantido! Também haverá espaço para os comandos mais convencionais e para as mãos grandes.

Claro que não iremos jogar um Final Fantasy XV, Call of Duty, Battlefield ou o novo jogo da moda. Muito provavelmente o apoio de Third Parties irá morrer na praia como nas gerações passadas, mas isso interessa muito? Um pouco, mas nada que tire o sono a quem quer comprar a consola por um Zelda ou aqueles joguitos tão próprios da Nintendo. Se tiverem esta consola e um bom computador, acho que nem sentirão falta do resto. Ou outra consola da vossa preferência.

Ainda tenho um travo a ácido na minha boca por não terem falado de algumas coisas como a UI, a plataforma online que poderá ser paga, o que vai acontecer aos meus jogos digitais, etc. Não sou propriamente fã da informação a conta gotas ou talvez estejam a preparar os jogadores para uma desilusão. Se tal acontecer, a culpa não será minha. Mas minha será a consola no primeiro mês e porquê?

Por isto:




Eu sei, comprar a consola por um jogo é uma decisão arriscada, mas estou confiante que o ano que começou vai ser um bom no que toca a lançamentos - embora espaçados - e que serão compras certas. Ah, e agora até estou a namorar o Disgaea 5.

Mas o que é que a Nintendo está a pensar ao lançar uma consola destas tão tarde, tão cara e tão fraca? A Nintendo, apesar de meter as patas na poça mais vezes do que eu queria, está confiante das suas decisões e a primeira é nem entrar em concursos de medição de membros. A Nintendo faz as coisas à sua maneira. Outras consolas lutam pelo melhor tudo: gráficos, som, processamento, exclusivos, etc e a N é aquele puto gordo que aparece e faz uma bomba na piscina para lixar os que estão a ler nas espreguiçadeiras. O futuro não passa por melhorar os gráficos a cada nova geração, mas inovar na forma de interagir com o jogo e, embora o VR esteja a limpar os pés para entrar em casa, ainda não acertou na porta certa e quando abrimos, o mais normal é ficarmos enjoados com a companhia. Se o futuro está já com a Nintendo? Não, mas é um passo na direcção certa. Se eu gostava que fosse mais poderosa? Gostava. Se gostava que tivesse uma boa plataforma online como as outras consolas? Epá, sim. E mais barata? Quem nunca.
Esta consola não irá falhar, embora seja profetizado desde há séculos. A Nintendo está para sempre condenada a perder, mas no entanto é a Nintendo que detém mais lucros na indústria. No entanto, a Nintendo é copiada forte e feio porque a inveja é uma coisa tramada. No entanto, a Nintendo consegue manter exclusivos com qualidade acima da média e não os cancela, pelo contrário, paga para existirem ali. As outras consolas não se decidem no que querem ser, mas a Nintendo já fez questão de afirmar que a sua máquina é uma consola de jogos e todos os fillers das outras não são prioridades. Chateia? Ná.

Tudo dito, resta pedir desculpas pelo meu amuo e descrença. Ver gigantes onde só há moinhos é tramado e eu tinha colossos na minha cabeça. Ideias loucas de usar a minha 3DS em sintonia com a nova consola; jogos de todas as gerações num serviço digital; uma consola com poder semelhante a uma PS4/XBONE. Até tinha o design na minha cabeça e no final tivemos uma torradeira, mas no final do dia, torradinhas com manteiga sabem sempre bem. E quem sabe o que o futuro nos espera? Até agora está bastante risonho.

Acho que não me esqueci de nada. Obrigado pelo vosso tempo e até lá...

Yoshiaki Koizumi, um homem com pinta




segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Pelo Espaço - Artistas Desenham Exoplanetas

O que adoro no espaço? Planetas e este link contém imensos exoplanetas desenhados por vários artistas.
Apesar de gostar bastante do meu, há uma parte em mim que entristece por nunca poder sair daqui...



Podem ver o resto das imagens aqui.

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